.

A imagem cesura
O tema desta edição da LisboaPhoto constrói-se em torno do efeito de cesura da fotografia, mais especificamente sobre as conotações que esse efeito suscita relativamente à ontologia da fotografia. A cesura refere-se ao acto de golpear, à incisura. Esta é uma das qualidades imanentes à operação fotográfica, como algo que submete um corte nas dimensões espácio-temporais da realidade, efectivando uma relação (uma imaginação) com o mundo que não pode deixar de ser inicialmente assumida a partir da natureza específica do dispositivo fotográfico.
Neste contexto, o programa desta edição reúne uma grande variedade de trabalhos, desde os genericamente associados aos usos sociais e institucionais da fotografia, nomeadamente das áreas do fotojornalismo e da fotografia científica, até às práticas artísticas, com recurso a fotografias, vídeos, filmes, esculturas e instalações. Em todos estes trabalhos é comum uma acuidade excepcional pelas múltiplas faculdades da fotografia, como se a sua distintividade fosse o primeiro valor de afirmação estética e epistemológica. Nos seus pontos de convergência e dissonância, a selecção dos artistas e das obras articulou-se a partir da delimitação de um conjunto de tópicos significantes: o apelo à imagem realista, num âmbito documental, ficcional ou performativo; a questão do enquadramento na fotografia e suas potencialidades estéticas e técnicas na reconfiguração do espaço real; a imagem fotográfica e a experiência de suspensão e fixação do movimento e do tempo; a especificidade do funcionamento do dispositivo fotográfico e a sua relação com a fenomenologia da luz.
A LisboaPhoto 2005 compreende um núcleo central de 15 exposições, da responsabilidade da equipa de produção da LisboaPhoto e, nalguns casos, em parceria com algumas instituições da cidade de Lisboa. Para além deste núcleo de quinze exposições, submetidas ao tema da "A Imagem Cesura", a LisboaPhoto 2005 convidou um conjunto alargado de instituições, que se apresentam num Programa Paralelo, onde se incluem outros 24 eventos expositivos a cargo de galerias de arte e instituições de ensino de fotografia e/ou arte sediadas na cidade de Lisboa, a quem coube a responsabilidade de produzir e seleccionar os artistas e seus trabalhos em exposição.
Sérgio Mah
Comissário LisboaPhoto2005
Exposições já inauguradas:
Estados da Imagem – instantes e intervalos
CCB 26 de Maio - 21 de Agosto

CHANTAL AKERMAN
JEAN-LOUIS BOISSIER
DARA BIRNBAUM
DAVID CLAERBOUT
JAMES COLEMAN
PEDRO COSTA
MASAKI FUJIHATA
YERVANT GIANIKIAN / ANGELA RICCI LUCCHI
THIERRY KUNTZEL
SHELLY SILVER
MICHAEL SNOW
JEFF WALL
na Cordoaria Nacional, torreão nascente:
Francisco Tropa
'A Assembleia de Euclides é o título da instalação de Francisco Tropa: um dispositivo arquitectónico (um semi-cúbo) composto por lugares (a praia, a floresta), figuras (dois ciclistas) e objectos arquetípicos defronte de uma máquina fotográfica. Tropa delimita um espaço, um teatro de operações para a realização de um acontecimento simultaneamente fotográfico e performativo, e nas suas múltiplas leituras confronta o espectador com as qualidades mágicas da formação da imagem fotográfica.'

também na Cordoaria,
Joshua Benoliel, um dos pioneiros do fotojornalismo em Portugal.
no Palácio da Ajuda - exposição Empiricismos
'Os paradoxos da representação documental são um dos primeiros motivos da colectiva Empirismos, produzida em parceria pela LisboaPhoto e pela PhotoEspaña, e que agrega trabalhos de vários tipos e suportes de imagens (em especial, do campo da fotografia e do vídeo) em que a reprodução, montagem e desconstrução de matérias e acontecimentos do mundo empírico se constituem como tópicos fundamentais nos imaginários de cada um dos artistas.'

FERNANDO SANCHEZ-CASTILLO
GONZALO PUCH
JOÃO MARIA GUSMÃO
LARA ALMARCEGUI
MANUELA MARQUES
PEDRO PAIVA
no Museu da Cidade, pavilhão branco:
Hannah Starkey
'Entre o registo documental e ficcional, constrói representações de momentos paradigmáticos do quotidiano, em especial do quotidiano feminino. Revelando um grande rigor técnico e composicional, as imagens de Starkey situam-se, situam-nos, num espaço ambíguo, entre a aparência de um testemunho e a artificialidade inerente ao seu jogo encenatório.'

(ver também fotografia inicial/capa do catálogo)
no Museu de Arte Antiga exposições individuais de
Aaron Siskind, Vítor Pomar, José Luís Neto
para toda a informação visitem o site da LisboaPhoto
.

A imagem cesura
O tema desta edição da LisboaPhoto constrói-se em torno do efeito de cesura da fotografia, mais especificamente sobre as conotações que esse efeito suscita relativamente à ontologia da fotografia. A cesura refere-se ao acto de golpear, à incisura. Esta é uma das qualidades imanentes à operação fotográfica, como algo que submete um corte nas dimensões espácio-temporais da realidade, efectivando uma relação (uma imaginação) com o mundo que não pode deixar de ser inicialmente assumida a partir da natureza específica do dispositivo fotográfico.
Neste contexto, o programa desta edição reúne uma grande variedade de trabalhos, desde os genericamente associados aos usos sociais e institucionais da fotografia, nomeadamente das áreas do fotojornalismo e da fotografia científica, até às práticas artísticas, com recurso a fotografias, vídeos, filmes, esculturas e instalações. Em todos estes trabalhos é comum uma acuidade excepcional pelas múltiplas faculdades da fotografia, como se a sua distintividade fosse o primeiro valor de afirmação estética e epistemológica. Nos seus pontos de convergência e dissonância, a selecção dos artistas e das obras articulou-se a partir da delimitação de um conjunto de tópicos significantes: o apelo à imagem realista, num âmbito documental, ficcional ou performativo; a questão do enquadramento na fotografia e suas potencialidades estéticas e técnicas na reconfiguração do espaço real; a imagem fotográfica e a experiência de suspensão e fixação do movimento e do tempo; a especificidade do funcionamento do dispositivo fotográfico e a sua relação com a fenomenologia da luz.
A LisboaPhoto 2005 compreende um núcleo central de 15 exposições, da responsabilidade da equipa de produção da LisboaPhoto e, nalguns casos, em parceria com algumas instituições da cidade de Lisboa. Para além deste núcleo de quinze exposições, submetidas ao tema da "A Imagem Cesura", a LisboaPhoto 2005 convidou um conjunto alargado de instituições, que se apresentam num Programa Paralelo, onde se incluem outros 24 eventos expositivos a cargo de galerias de arte e instituições de ensino de fotografia e/ou arte sediadas na cidade de Lisboa, a quem coube a responsabilidade de produzir e seleccionar os artistas e seus trabalhos em exposição.
Sérgio Mah
Comissário LisboaPhoto2005
Exposições já inauguradas:
Estados da Imagem – instantes e intervalos
CCB 26 de Maio - 21 de Agosto

CHANTAL AKERMAN
JEAN-LOUIS BOISSIER
DARA BIRNBAUM
DAVID CLAERBOUT
JAMES COLEMAN
PEDRO COSTA
MASAKI FUJIHATA
YERVANT GIANIKIAN / ANGELA RICCI LUCCHI
THIERRY KUNTZEL
SHELLY SILVER
MICHAEL SNOW
JEFF WALL
na Cordoaria Nacional, torreão nascente:
Francisco Tropa
'A Assembleia de Euclides é o título da instalação de Francisco Tropa: um dispositivo arquitectónico (um semi-cúbo) composto por lugares (a praia, a floresta), figuras (dois ciclistas) e objectos arquetípicos defronte de uma máquina fotográfica. Tropa delimita um espaço, um teatro de operações para a realização de um acontecimento simultaneamente fotográfico e performativo, e nas suas múltiplas leituras confronta o espectador com as qualidades mágicas da formação da imagem fotográfica.'

também na Cordoaria,
Joshua Benoliel, um dos pioneiros do fotojornalismo em Portugal.
no Palácio da Ajuda - exposição Empiricismos
'Os paradoxos da representação documental são um dos primeiros motivos da colectiva Empirismos, produzida em parceria pela LisboaPhoto e pela PhotoEspaña, e que agrega trabalhos de vários tipos e suportes de imagens (em especial, do campo da fotografia e do vídeo) em que a reprodução, montagem e desconstrução de matérias e acontecimentos do mundo empírico se constituem como tópicos fundamentais nos imaginários de cada um dos artistas.'

FERNANDO SANCHEZ-CASTILLO
GONZALO PUCH
JOÃO MARIA GUSMÃO
LARA ALMARCEGUI
MANUELA MARQUES
PEDRO PAIVA
no Museu da Cidade, pavilhão branco:
Hannah Starkey
'Entre o registo documental e ficcional, constrói representações de momentos paradigmáticos do quotidiano, em especial do quotidiano feminino. Revelando um grande rigor técnico e composicional, as imagens de Starkey situam-se, situam-nos, num espaço ambíguo, entre a aparência de um testemunho e a artificialidade inerente ao seu jogo encenatório.'

(ver também fotografia inicial/capa do catálogo)
no Museu de Arte Antiga exposições individuais de
Aaron Siskind, Vítor Pomar, José Luís Neto
para toda a informação visitem o site da LisboaPhoto
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