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hoje o dia é uma música de John Cage, «In a Landscape».
pelo fim da madrugada, alguém fugidio chama-me branca de neve em tom perene. no coração tenho um floco de espuma branca de aroma indefínivel, e espetados alfinetes asiáticos, como no livro do rapaz ostra do Tim Burton. Caminho para casa nas ruas já vazias e ainda com In a Landscape em loop, morro lentamente, não na floresta, mas a atravessar a passadeira, sob uma fria e distante meia lua de 5graus centígrados com um néon verde periclitante no fim da rua.
irónica maldição esta, de quem mal nos conhece e nos lê o pensamento no fim de um copo de vinho tinto.
vou acabar de comer a minha maçã bravo esmolfe, e adormecer mergulhada na manta vermelha.


não, não espero mais por ti.
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hoje o dia é uma música de John Cage, «In a Landscape».
pelo fim da madrugada, alguém fugidio chama-me branca de neve em tom perene. no coração tenho um floco de espuma branca de aroma indefínivel, e espetados alfinetes asiáticos, como no livro do rapaz ostra do Tim Burton. Caminho para casa nas ruas já vazias e ainda com In a Landscape em loop, morro lentamente, não na floresta, mas a atravessar a passadeira, sob uma fria e distante meia lua de 5graus centígrados com um néon verde periclitante no fim da rua.
irónica maldição esta, de quem mal nos conhece e nos lê o pensamento no fim de um copo de vinho tinto.
vou acabar de comer a minha maçã bravo esmolfe, e adormecer mergulhada na manta vermelha.


não, não espero mais por ti.
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